Laboratório de Estudos do Tempo Presente
Universidade Federal do Rio de Janeiro/Universidade do Brasil
Instituto de História
Por Luyse Moraes Moura*
Este trabalho buscou investigar como novos grupos de extrema-direita do Chile apropriam-se de elementos da cibercultura – especialmente sítios eletrônicos –, para expandirem sua atuação no século XXI. Para isso, foram selecionados para análise o site do grupo neofascista Frente Orden Nacional (http://www.chilens.org/), e o site do Movimiento de Acción Nacional-Socialista de Chile (http://www.manschile.org/). Através da análise desses portais, pôde-se traçar um perfil das atividades de grupos neofascistas chilenos que utilizam a Internet para propagar mensagens racistas, xenófobas, antissemitas e homofóbicas; para atrair novos adeptos; para comercializar e/ou disponibilizar materiais de inspiração fascista.
Palavras-chave: História – Extrema-direita – Internet
Resumen: En este trabajo investigaremos cómo los nuevos grupos de extrema derecha de Chile utilizan elementos de la cibercultura - especialmente los sitios electrónicos - para ampliar sus operaciones en el siglo XXI. Con este fin, fueron seleccionados para análisis el sitio del grupo neofascista Frente Orden Nacional (http://www.chilens.org/), y el sitio del Movimiento de Acción Nacional-Socialista de Chile (http://www.manschile.org/). A través del análisis de estos sitios, se pudo trazar un perfil de las actividades de los grupos neofascistas chilenos que utilizan la Internet para difundir mensajes de intolerancia, para atraer nuevos adeptos, para comercializar materiales de inspiración fascista.
Palabras clave: Historia - Extrema derecha – Internet
1. Introdução
O Chile é, possivelmente, a capital neonazi da América Latina. Nas últimas décadas do século XX, a estruturação e o fortalecimento de grupos neofascistas no país, e a atuação de novos ideólogos e líderes nacionais do movimento NS – como Miguel Serrano1, Alex López2 e Ernesto Lutz3 – converteram o Chile em uma fonte inesgotável de informações neofascistas exportadas para todo o mundo, que alimentam as mentes e os corações de neonazistas europeus e americanos.4
Atualmente, diversas organizações de inspiração fascista operam no Chile, a exemplo dos grupos Patria Nueva Sociedad, Frente Orden Nacional e Movimiento de Acción Nacional-Socialista de Chile. Além desses, também se destacam inúmeras organizações skinheads neonazistas, cujos integrantes, com frequência, protagonizam atos de violência contra aqueles que não se enquadram em seus padrões de raça, religião e identidade – imigrantes, negros, homossexuais, comunistas, judeus e punks. Através de uma propaganda atraente e manipuladora, que veicula ideias de progresso, de superioridade racial e de combate aos “inimigos”, esses grupos expandem seu espaço de atuação, atraindo pessoas do mundo inteiro, e tendem a se desenvolver ainda mais.
Descritos como odiosos e intolerantes, os grupos extrema-direita do Chile apresentam faces diversas e contraditórias. Uns se inspiram nos movimentos nacionalistas históricos, outros espelham-se na Alemanha nazista ou na vertente esotérica do nacional-socialismo. Algumas organizações têm a violência e a agressividade como linguagem, outras, porém, mostram-se mais pacíficas e aspiram uma maior participação na política do país. De fato, cada um desses movimentos apresenta posturas políticas e culturais distintas, influenciadas pela maneira como seus membros se relacionam com a sociedade. Entretanto, é necessário ressaltar que “todos esses grupos, rigorosamente todos, são autoritários e excludentes, visceralmente antidemocráticos, intolerantes, agressivos- o que, cedo ou tarde, acaba por virar fascismo e nazismo”5.
2. As relações entre a nova extrema-direita chilena e a Internet
Até a década de 1990, os indivíduos que propagavam ideologias neofascistas no Chile operavam tradicionalmente, isolados, desprovidos de ligações estruturais maiores. Entretanto, com a popularização da Internet, esses extremistas descobriram um novo meio de disseminar suas mensagens de ódio e intolerância.
Diferentes movimentos de extrema-direita passaram utilizar a Internet como uma poderosa ferramenta de propaganda, uma vez que essa nova mídia é segura, econômica e, sobretudo, possui uma alcance mundial6. Com o acesso global à Internet, documentos postados na rede passaram a ser disponíveis a qualquer pessoa que possua um dispositivo tecnológico para acessá-los. Esta ausência de fronteiras, assim como a liberdade de disseminar ideologias subversivas na rede, oportunizou a ação de grupos intolerantes e também reduziu a autonomia do governo chileno para restringir a literatura extremista7.
Dentro do ambiente virtual, além de aumentar sua visibilidade, as organizações neofascistas se aproveitam das facilidades da rede mundial de computadores, como a velocidade na qual transitam as informações, para fugir de qualquer monitoração constante por parte do poder legislativo. Deste modo, diversos militantes do ciber-ódio têm conseguido, através da Internet, agredir e escapar de punições na rapidez de um clique8.
Considerando o surgimento de grupos neofascistas por todo o mundo, mas principalmente no Chile, e as relações desses com a chamada cibercultura, este trabalho buscou compreender como novos grupos de extrema-direita chilenos ocupam o ciberespaço, para expandirem sua atuação no século XXI. Para isso, foram selecionados para análise o site do grupo neofascista Frente Orden Nacional (http://www.chilens.org/), e o site do Movimiento de Acción Nacional-Socialista de Chile (http://www.manschile.org/).
3. O monitoramento das páginas de ódio e o manuseio do CODEX
No intuito de compreender que tipo de relação se constrói entre o espaço virtual e a defesa de ideologias extremistas, dedicamo-nos à visitação, catalogação e ao arquivamento dos portais estudados. Para isso, partes do material coletado nos sites foram depositadas num banco de dados, um sistema de controle e de cadastro de links: CODEX (www.codexbrasil.org.)
O CODEX opera como um programa de arquivo que nos permite cadastrar links na Internet, descrevendo-os e acrescentando informações sobre seu funcionamento. Para cada secção presente nos sites estudados, há uma ficha no CODEX, na qual é inserida uma análise historiográfica. Este sistema de arquivamento encontra-se em fase de abastecimento e, após ser concluído, estará disponível para a comunidade acadêmica.
Para viabilizar o arquivamento de parte do conteúdo estudado, todos os portais selecionados foram baixados completamente no formato PDF. Tal procedimento nos permitiu resguardar algumas das principais fontes da pesquisa, bem como evitar o prejuízo caso algumas páginas fossem retiradas de circulação.
A catalogação e o arquivamento dos portais visitados facilitaram o acesso às informações contidas nesses, e viabilizaram a análise de como grupos de extrema-direita chilenos se apropriam do ciberespaço para disseminar seus ideais. O manuseio do CODEX foi de particular importância nesta investigação, pois nos possibilitou armazenar dados para posterior leitura e interpretação de materiais apresentados nos sítios eletrônicos. A seguir faremos uma breve descrição de cada um dos portais estudados.
4. Portal Frente Orden Nacional
A história deste movimento de extrema-direita teve início em novembro de 2003, quando um grupo de simpatizantes do nazismo começou a se reunir em um centro cultural de Valparaíso, no Chile. No decorrer do tempo, as reuniões culminaram na formação de um movimento político que compartilhava uma cosmovisão semelhante à do nazismo histórico. Este passou a se chamar Frente Orden Nacional (F.O.N.).
Os integrantes do recém-formado grupo neonazi adotaram como uniforme oficial as camisas cinza, numa tentativa de reproduzir a vestimenta dos ex-militantes do Movimento Nacional-socialista do Chile dos anos 1930. Juntamente com os uniformes, os símbolos as bandeiras, os lemas, os cumprimentos, as saudações, os distintivos, os cultos e as místicas cerimoniais de caráter fascista converteram o F.O.N. em uma organização cerimonial doutrinária.
Com o passar dos anos, o grupo estruturou sedes em Valparaíso, Santiago, Concepción, Antofagasta e La Serena, e começou a realizar atividades propagandísticas nessas localidades como, por exemplo, a distribuição de panfletos e a organização de acampamentos que reuniam neonazistas de algumas regiões do Chile. Entretanto, tais ações não foram suficientes para expandir a atuação do F.O.N. e não garantiram uma maior visibilidade ao grupo. Angariar novos adeptos e disseminar mensagens de ódio exigiam dos neonazis chilenos uma nova estratégia. E esta foi desenvolvida no território virtual. Em 2010, o F.O.N criou um portal para divulgar as opiniões, tendências e metas de seus membros e, também, para apresentar os principais aspectos da doutrina neonazista no Chile – o site esta registrado nos Estados Unidos (IP 208.85.243.136).
Em sua página virtual, o Frente Orden Nacional é apresentado como um movimento político nacional-socialista, adaptado à realidade chilena e aos tempos atuais. Seus integrantes concebem o Chile como um produto da cultura europeia ocidental e afirmam que toda a história dessa nação está relacionada à atuação eurodescendente. Em razão disso, o F.O.N. tem como um de seus princípios oficiais a defesa da identidade “ariana”.
Além disso, a organização extremista defende a diferenciação entre as raças humanas, posicionando-se contra as sociedades multiculturais. Para ela, todas as raças devem evitar a miscigenação, tendo, por isso, que possuir uma nação e um território particular e, ainda de acordo com este grupo, os conflitos raciais, bem como as guerras e os choques culturais, só ocorrem em sociedades multirraciais. Sob essa perspectiva, os neonazis chilenos afirmam que para se reconhecer e respeitar os diferentes povos indígenas presentes em seu território é indispensável a prévia afirmação da própria identidade chilena como diferente da dessas etnias.
O provedor disponibiliza aos seus usuários textos, livros e imagens relacionadas a doutrina NS e ao movimento Frente Orden Nacional. Também estão expostos no site links de acesso à loja virtual El Rayo – criada pelo F.O.N. para promover o comércio de livros, vídeos, discos, camisetas e outros materiais de inspiração fascista –, aos programas de rádio realizados por membros do movimento e à revista Rayo, informativo de publicação mensal, que veicula ideias xenófobas, racistas, homofóbicas e antissemitas.
4.1 A revista Rayo e a construção do outro como fonte de contaminação social
A revista Rayo foi criada pelo Frente Orden Nacional, no intuito de propagar os ideais do movimento e de formar novos militantes da intolerância. Grande parte dos textos publicados na Rayo evidenciam uma das características fundamentais presente no discurso dos movimentos extremistas: a construção do outro como um contaminador social. Nesse contexto, “o outro se transforma metaforicamente em uma doença cultural, cuja própria presença dentro da nação é suficiente para destruir a estabilidade social e os valores especiais que fizeram a nação forte em sua fundação”9.
Um exemplo bastante claro disso encontra-se na 14ª edição deste periódico. Neste volume, os membros do F.O.N. elaboraram uma série matérias que visavam alertar a população chilena sobre os supostos perigos que os imigrantes negros poderiam trazer ao país. Os neonazis abusaram de imagens sensacionalistas e frases de efeito depreciativas para retratar os afro-americanos como indivíduos “parasitários”, responsáveis pela decadência urbana e por corromper a sociedade chilena. Toda a literatura da revista neonazi aponta, não só os negros, mas também os homossexuais e outras minorias como exemplos da degradação social.
Em seus artigos, os nacional-socialistas chilenos baseiam-se em um critério biológico para sustentar seus status superior: a pigmentação de suas peles. A brancura torna- se um amuleto que distingue os neonazistas de todos aqueles que não se enquadram em seus padrões de raça. Curiosamente, os critérios biológicos também fundamentam as práticas homofóbicas do grupo de extrema-direita pois, quando as discussões se concentram em preservar a civilização ocidental, os homossexuais são acusados - seja pela determinação biológica ou por sua livre escolha de preferência sexual - de falharem em propagar a raça branca10.
Diante do caráter doentio da intolerância presente nas páginas da revista Rayo, não podemos deixar de fazer uma ressalva: o mal do racismo não deve ser buscado nas vítimas, mas sim em seus carrascos11. Ser homossexual, judeu ou negro não encerra em si mal histórico ou uma condição a ser superada. A “inconformidade homicida com a condição do outro é, isto sim, um mal a ser superado”12.
5. Portal Movimiento de Acción Nacional-Socialista de Chile (M.A.N.S.)
Assim como o Frente Orden Nacional, outras organizações têm se empenhado para renovar o movimento NS no Chile. O Movimiento de Acción Nacional-Socialista de Chile (M.A.N.S.) é um exemplo disso. Ainda não se tem informações de quando e como este grupo surgiu. Sabe-se apenas que o M.A.N.S. é uma organização de extrema-direita chilena que possui facções estruturadas em Temuco, Valdivia e Concepción, e que em 2011 criou um site para promover a difusão da doutrina neofascista, através da produção e disponibilização de textos, livros e recursos audiovisuais de cunho nazista – o site encontra-se hospedado nos Estados Unidos (IP 67.220.212.157).
O site do M.A.N.S. oferece aos seus visitantes uma grande quantidade de propaganda antissemita. Em diversas páginas deste portal, os judeus são acusados de promoverem sua “ideologia sionista”, que consistiria em mentiras para manter seu poderio sobre a política mundial e a culpa existente em razão do Holocausto – extermínio de aproximadamente 6 milhões de judeus, durante a Segunda Grande Guerra, na Alemanha nazista –, promovendo a vitimização do povo judeu e chantageando economicamente os países europeus para o desenvolvimento do Estado de Israel.
Além de textos que têm como tema central o Sionismo, também estão disponíveis no site artigos e imagens sobre o Revisionismo Histórico – teoria de negação do Holocausto –, que veiculam a ideia de que toda a versão da história sobre os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial foi propagada por seus vencedores e, em razão disso, o grupo defende uma nova análise do que aconteceu neste período.
O M.A.N.S. utiliza seu provedor não apenas para defender o antissemitismo, mas também para apresentar um conjunto interconectado de novos inimigos: a globalização, os imigrantes, o multiculturalismo e os políticos incompetentes.
Nas primeiras décadas do século XX, “os inimigos eram um componente central das angústias que contribuíram para inflamar a imaginação fascista”13. Neste aspecto, pouca coisa mudou. Ainda hoje, os grupos neofascistas necessitam de um inimigo demonizado contra o qual possam mobilizar seus seguidores e canalizar suas ansiedades acumuladas. Vale ressaltar que o inimigo não tem que ser necessariamente judeu. Cada movimento de extrema-direita especifica seu próprio inimigo conveniente.
6. Considerações Finais
Diversos grupos de extrema-direita utilizam a Internet como recurso para expandir suas ações no século XXI. Propagam mensagens racistas, xenófobas e antissemitas; disseminando a intolerância e atraindo a cada dia mais adeptos. Apropriam-se do ciberespaço, criando portais de interesses específicos, e promovendo espaços virtuais de sociabilidade, onde diversos usuários se conectam em torno de uma causa comum: a busca por um retorno do fascismo.
Este trabalho, ao tomar como objeto de estudo sites de grupos neofascistas do Chile, proporcionou uma compreensão maior das múltiplas possibilidades oferecidas pela cibercultura. Nesse sentido, observou-se, através do monitoramento dos portais selecionados, que a Internet além de contribuir para a expansão dos vínculos sociais, facilitar contatos, e viabilizar formatos de discussão mais sinceros14, também oportunizou a ação de grupos intolerantes, que se aproveitam das facilidades próprias da rede mundial de computadores – circulação rápida de informações, e ausência de restrições – para propagar o ódio, a rejeição e a violência ao diferente15.
Através da análise dos sites estudados, pôde-se traçar um perfil das atividades de grupos neofascistas chilenos na Internet. O trabalho desenvolvido nesta investigação também possibilitou o conhecimento de aspectos relevantes das culturas desses movimentos, como o comportamento e modo de agir de seus integrantes, suas propagandas e doutrinas. Tais informações poderão ser utilizadas como uma fonte para outros historiadores e para futuras investigações sobre o tema.
Referências Bibliográficas
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MAYNARD, Dilton Cândido Santos. Intolerância em rede: apropriações da Internet pela extrema-direita (1999-2009). Revista Eletrônica Boletim do TEMPO, Ano 5, No10, Rio, 2010 [ISSN 1981-3384] Disponível em <http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&task=view&id=5285&Itemid=147> Acesso em 15 de Maio de 2011
PAXTON, Robert. A anatomia do fascismo. Trad. Patrícia Zimbres e Paula Zimbres. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007. p. 283-312.
SALAS, Antonio. Diário de um skinhead: um infiltrado no movimento neonazista. Tradução Magda Lopes. São Paulo: Planeta, 2006.
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SILVA, F.C. Teixeira da. O Século Sombrio: uma história geral do século XX. Rio de Janeiro : Elsevier, 2004.
ZICKMUND, Susan. Abordando o Outro Extremo: A cultura discursiva do ciber-ódio. Londres: Routledge, 2000, p.257-256.
Sitografia Utilizada:
Portal Frente Orden Nacional: http://www.chilens.org/
Portal Movimiento de Acción Nacional-Socialista de Chile: http://www.manschile.org/
Revista Rayo: http://elrayo.chilens.org/
Notas:
* Graduanda em História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Bolsista PIBIC/CNPq. Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET). E-mail:
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. Orientador: Prof. Dr. Dilton Cândido Santos Maynard.
1 Colaborador do nazismo no Chile, nas primeiras décadas do século XX. Anos depois, Miguel Serrano produziu diversos ensaios sobre o esoterismo nazi, convertendo-se em um dos principais ideólogos do neonazismo. (SALAS, 2006)
2 Líder do grupo Patria Nueva Sociedad, ficou conhecido internacionalmente quando tentou organizar um congresso nazi mundial no Chile. O projeto de um encontro internacional de neonazistas, entretanto, se resumiu a uma reunião de apenas umas dezenas de indivíduos exclusivamente latino-americanos. (SALAS, 2006)
3 Líder do Movimento Nazi Chileno. (SALAS, 2006)
4 (SALAS, 2006)
5 (SALEM, 1995, p.54)
6 (MAYNARD, 2010; DIAS, 2007; ZICKMUND, 2000)
7 (ZICKMUND, 2000)
8 (MAYNARD, 2010)
9 (ZICKMUND, 2000, p.6)
10 (ZICKMUND, 2000)
11 (TEIXEIRA DA SILVA, 2004)
12 (TEIXEIRA DA SILVA, 2006)
13 (PAXTON, 2007, p.70)
14 (DIAS, 2007)
15 (MAYNARD, 2010; DIAS, 2007; ZICKMUND, 2000)
Moura, Luyse. neonazis.com: A nova extrema-direita chilena em tempos de internet. Boletim do Tempo Presente, Ano 7, n° 1, 2011.