Laura Chinchilla Miranda, 1959, é a primeira presidente eleita da Costa Rica - e da própria América Central, visto que as outras duas presidentes tiveram seu cargo empossado sem eleições diretas. Em um país tido como exemplo de qualidade de vida na América Latina, faz parte da agremiação política hegemonica do país, o Partido Liberación Nacional, que obteve o maior número de votos para o parlamento com aproximadamente 10% a mais que o 2º colocado, o Partido Acción Ciudadana.
Ainda que o seu partido seja filiado a Internacional Socialista, a carismática Chinchilla é adepta da franja conservadora do partido, especialmente com relação a temas como aborto e união civil entre homossexuais. Ainda, difere da ala moderada de seu partido, cuja figura proeminente é Oscar Árias, último presidente - e Prêmio Nobel da Paz em 1987 - com relação a laicidade do Estado costariquenho, pois sua posição é pró-Católica.
Foi viceministra de Seguridad Pública (1994 - 1996) e Ministra de Seguridad Pública (1996 - 1998). Foi também Presidente do Centro de Inteligencia Conjunto Antidrogas, Presidente do Conselho Nacional de Migración. Não menos importante, foi membro do Consejo Nacional de Drogas, do Consejo Nacional de Seguridad e do Consejo Académico de la Escuela Nacional de Policía.
Sua continuidade no poder (era vice-presidente antes da eleição) representa a confiança da população na sua agenda contra a violência e o narcotráfico, que cresceram 25% no último mandato presidencial e são os maiores problemas da Costa Rica, segundo pesquisas. A possibilidade da expansão das gangues 'pandillas' (ou 'Maras') para o país, que é tido como seguro em uma região instável socialmente, é um motor desta preocupação.
A crise política na Venezuela: movimento estudantil e mídia
A crise política na Venezuela: movimento estudantil e mídia
Por Rafael Araujo 1
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A crise atual na Venezuela expõe dois atores fundamentais na oposição ao chavismo: mídia e os estudantes. Buscaremos neste artigo compreender o agir político destes dois núcleos opositores e as possíveis conseqüências da crise atual para o processo político venezuelano.
QUEBRANDO O GELO SOBRE COPENHAGEN PARA UMA ECONOMIA GLOBAL MAIS VERDE
por: Daniel Santiago Chaves TEMPO PRESENTE / UFRJ
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Depois da gelada Escandinávia, preocupação intensa em todos os confins do globo no pior panorama possível do pós-Quioto sobre o aquecimento global. Com a não-constituição do esperado Consenso de Copenhagen, a temperatura na Terra muito provavelmente se elevará em 2º nos próximos 20 anos, com tendência a subida para 3º caso as próximas cúpulas não obtenham resultado expressivo. Segundo as previsões do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), para que não ocorra uma alta da temperatura catastrófica ainda neste século, seria necessário que as nações industrializadas reduzissem suas emissões de gases estufa em 25% a 40% até 2020, e em 80% a 95% até 2050, com relação aos dados de 1990. No mínimo um objetivo distante, mas que merece ser discutido com atenção nos seus matizes conceituais em corte histórico para uma contribuição global mais substantiva.
As contribuições de Marx e Lênin para o estudo teórico das ri
As contribuições de Karl Marx e Vladimir Lênin para o estudo teórico das relações internacionais
por: Rafael Macedo da Rocha Santos (PPGHC/UFRJ)
O objetivo deste artigo é discutir algumas importantes contribuições das teorias de Karl Marx e Vladimir Lênin para a teoria das relações internacionais, assim como interligá-las aos estudos sobre o “dependentismo”.
O legado de Sandino: uma análise da Revolução Nicaraguense
O legado de Sandino: uma análise da Revolução Nicaraguense
por: Pedro E. Fagundes 1
A revolução sandinista na Nicarágua completa 30 anos. Esse movimento colocou um ponto final nas lutas populares contra sucessivas ditaduras. Essa trajetória iniciou-se com a resistência dos combatentes liderados por Augusto Cesar Sandino, no final da década de 1920. Nas décadas seguintes, mesmo após o assassinato de Sandino, sua luta serviu de inspiração para o surgimento de um amplo movimento de oposição à chamada “dinastia dos Somoza”. Em 1979, após anos de confrontos, o movimento sandinista derrotou o regime ditatorial. Esse artigo apresenta a trajetória histórica do movimento sandinista até o triunfo da chamada “Revolução Sandinista”.